Lombalgia ou algo mais sério? Os sinais que indicam que a dor pode estar evoluindo
A lombalgia está te incomodando? Há quem deixe esse problema de lado, sobretudo quando passa horas sentado, com má postura ou enfrenta uma rotina estressante.
Mas e quando essa dor nas costas começa a se repetir com mais frequência, ou pior, não melhora mesmo com repouso e analgésicos? Será que ainda se trata de uma lombalgia ou de algo mais sério?
A dor na lombar costuma apresentar alguns sinais quando está evoluindo. Aqui, apresentamos os principais. Confira e saiba quando procurar um médico para dor nas costas.

O que é a lombalgia?
A lombalgia é o nome técnico da dor localizada na região inferior da coluna, a lombar. É a popular dor na lombar, que pode acometer pessoas de qualquer idade.
Na maioria das vezes, a dor lombar é um problema que se resolve sozinho com alguns cuidados, como descanso e prática de exercícios. A má notícia é que o sintoma pode ser sinal de algo mais grave na coluna em alguns casos, como hérnia de disco ou estenose lombar.
As causas da lombalgia variam entre os pacientes. Ela pode ter origem em tensões musculares ou alterações na estrutura da coluna lombar, por exemplo. Saber identificar os tipos de dor e seus padrões pode ajudar a decidir quando procurar um especialista para uma análise mais aprofundada do caso.
Leia mais:
>>>> Dor de coluna que vai e volta? O que seu corpo está tentando dizer
Tipos de lombalgia: mecânica, inflamatória e irradiada
Podemos dividir a lombalgia em três categorias principais: mecânica, inflamatória e irradiada. Cada uma possui características distintas que podem indicar se o problema é mais simples ou mais grave. Conheça detalhes sobre esses tipos:
1. Dor mecânica
A dor mecânica na lombar é disparada o tipo mais frequente. Costuma aparecer após esforço físico, má postura, carregar peso de forma incorreta ou ficar muito tempo sentado. É uma dor localizada, que melhora com o repouso e tende a ser mais intensa ao final do dia.
Suponha que você passou o fim de semana organizando a casa, abaixou e se levantou várias vezes, e à noite sua lombar está travada. Muito provavelmente, trata-se de uma lombalgia mecânica.
Esse tipo responde bem a medidas como medicações, fisioterapia e fortalecimento da musculatura do core. Porém, se se tornar lombalgia crônica (mais de 3 meses de duração), merece uma investigação mais aprofundada.
2. Dor inflamatória
A dor lombar inflamatória tem um padrão diferente. Ela costuma aparecer ao acordar, melhora com o movimento ao longo do dia e não passa com repouso.
Muitas vezes está relacionada a doenças inflamatórias crônicas, como a espondilite anquilosante, ou a doenças autoimunes (artrite reumatoide, por exemplo).
Se você sente rigidez na lombar pela manhã, que leva mais de 30 minutos para passar, ou nota que mesmo em repouso a dor persiste, acenda o sinal de alerta. Essa é a hora de procurar um especialista em coluna para descartar doenças mais sérias e iniciar o tratamento para lombalgia de forma direcionada.
3. Dor irradiada
É o tipo de lombalgia que mais assusta porque provoca dor irradiada. Acontece quando há compressão de raízes nervosas, como o nervo ciático. O sintoma clássico é a dor que começa na lombar e irradia para as pernas. Ela pode vir acompanhada de formigamento, dormência ou perda de força.
Imagine a seguinte cena: você se abaixa para pegar algo no chão e sente uma fisgada na lombar. Nos dias seguintes, a dor começa a descer pela parte posterior da coxa até o pé.
Trata-se de um típico caso de lombociatalgia, que pode indicar hérnia de disco ou outras alterações. Aqui, a recomendação é realizar exames de imagem que são indicados pelo médico para fazer um diagnóstico mais preciso.
Lombalgia: sinais de que está na hora de procurar um médico
Nem toda dor lombar é inofensiva. Alguns sintomas de lombalgia devem ligar o alerta, já que podem indicar lesões mais graves ou comprometimento neurológico. São eles:
- Dormência nas pernas ou nos pés;
- Perda de força muscular em membros inferiores;
- Dor que não melhora com repouso ou com o passar do tempo;
- Alterações na bexiga ou intestino, como perda de controle;
- Febre e perda de peso inexplicável acompanhando a dor.
Identificou um ou mais desses sinais? Não adie a consulta! Quanto mais tempo se posterga o diagnóstico, maior o risco de dano irreversível aos nervos ou de precisar de procedimentos mais complexos para tratamento lombalgia.
O perigo de adiar a consulta e o diagnóstico
Na correria do dia a dia, muitas pessoas ignoram a dor na lombar achando que vai passar sozinha. Às vezes até passa, mas nem sempre isso acontece. Há casos em que a dor se torna persistente ou volta com mais intensidade ou frequência.
Deixar a consulta e o diagnóstico de lado pode fazer o problema evoluir, até que se torne uma lombalgia crônica. Quando isso ocorre, a dor impacta a qualidade de vida do paciente, chegando a limitar movimentos simples.
A evolução do problema aumenta o risco de o paciente não ter uma boa resposta com o tratamento conservador. Em situações assim, utiliza-se uma abordagem mais complexa para tratamento.
Tratamento para lombalgia: conheça os principais
O tratamento da lombalgia varia conforme o caso do paciente. O médico normalmente inicia com uma abordagem conservadora, sobretudo em casos iniciais ou simples, como os de lombalgia mecânica.
A abordagem conservadora envolve o uso de medicações, sessões de fisioterapia e prática de exercícios. Se isso não for suficiente, o médico pode indicar procedimentos modernos, como as técnicas minimamente invasivas.
A rizotomia por radiofrequência é uma das técnicas menos invasivas mais eficientes no alívio da dor. É um procedimento seguro, de recuperação rápida e menos dolorosa do que uma cirurgia convencional. Ainda conta com o diferencial de entregar resultados de longa duração.
Não sabe se é lombalgia ou algo sério? A NeuroSafe te ajuda a descobrir e tratar pelo convênio!
A NeuroSafe conecta pacientes a médicos especializados que ajudam a diferenciar lombalgias comuns de quadros que exigem intervenção mais precisa.
Caso haja necessidade de tratamento por técnica minimamente invasiva, atuamos no processo burocrático de autorização junto ao convênio, prestando apoio ao paciente de forma gratuita. Aproveite para agendar sua consulta!
Leia também:
>>>> Meu plano de saúde cobre procedimentos minimamente invasivos para dores nas costas?
>>>> Médico das costas: quando procurar um especialista em hérnia de disco?