Quando a dor de coluna muda de lugar: o que esse sinal revela sobre a causa

Mulher de negócios sofrendo de dores nas costas enquanto trabalha em seu escritório.

Está com dor de coluna e percebeu que esse sintoma migrou de lugar? Curiosamente, é algo que acontece com frequência e desperta a dúvida sobre o que isso pode ser.

Neste artigo, apresentamos os possíveis motivos por trás da mudança de lugar da dor na coluna e falamos sobre quando procurar ajuda especializada. Vamos lá?

Por que a dor de coluna pode migrar de um ponto para outro?

A coluna vertebral é formada por uma estrutura complexa de vértebras, discos, músculos, nervos e ligamentos que trabalham em conjunto para dar sustentação ao corpo e permitir os movimentos. Qualquer desequilíbrio nessa engrenagem pode gerar dor.

A mudança de lugar da dor geralmente está relacionada ao modo como diferentes estruturas da coluna interagem. Por exemplo: um problema na coluna cervical pode gerar dor que se espalha para os ombros ou braços. Já uma alteração lombar pode irradiar para as pernas.

Isso acontece porque os nervos que saem da coluna transmitem sinais para outras regiões do corpo. Assim, a dor não está “andando”, mas sim se manifestando ao longo das áreas ligadas àquele nervo irritado.

Além disso, músculos sobrecarregados podem gerar dor compensatória em outros pontos. É comum, por exemplo, que alguém com dor na lombar passe a sentir desconforto na região torácica, pois o corpo tenta se ajustar para proteger a área afetada.

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O que essa mudança do local da dor pode indicar?

A alteração do local da dor pode ajudar na identificação da causa do problema. Além disso, pode auxiliar na definição do grau de comprometimento, se leve ou mais avançado.

Veja algumas situações em que a dor de coluna pode se apresentar de maneira diferente ao longo do tempo e o que elas podem revelar:

1. Dor que alterna de lado

Geralmente indica uma dor muscular, que acontece após permanecer muito tempo sentado em má postura, ao carregar peso de forma incorreta, realizar exercícios de maneira errada ou dormir em posição inadequada.

Imagine alguém que trabalha muitas horas no computador. Em um dia sente dor no lado direito do pescoço. No outro, no lado esquerdo. Isso pode ser reflexo de sobrecarga muscular alternada, sem necessariamente indicar um problema grave. No entanto, exige atenção à postura e fortalecimento da musculatura para evitar esse problema.

2. Dor que irradia para o braço

Quando a dor da coluna cervical irradia para o ombro, braço ou mãos, pode ser sinal de compressão nervosa, como em casos de hérnia de disco cervical. É comum o paciente relatar formigamento ou perda de força, além da dor.

Situações do dia a dia, como sentir dificuldade em segurar objetos ou perceber que o braço adormece com frequência, são sinais de que é hora de buscar um especialista para dor na coluna.

3. Dor que piora sentado e melhora andando

Tipo de dor que pode indicar estenose do canal vertebral, problema em que há estreitamento do espaço por onde passam os nervos da coluna. Pessoas com esse quadro geralmente relatam dor intensa quando estão muito tempo sentadas, mas percebem alívio ao caminhar.

É um padrão clínico importante, já que nem toda dor melhora com repouso. Essa observação pode ajudar a direcionar o diagnóstico correto, com o tratamento adequado para a condição, de modo a evitar complicações.

4. Dor que aparece ao acordar

Despertar com rigidez e dor na coluna que melhora ao longo do dia pode sugerir alterações inflamatórias ou problemas relacionados à postura de sono. Por exemplo, pessoas com doenças reumatológicas podem perceber rigidez matinal que se ameniza após a movimentação.

A identificação desse padrão permite diferenciar entre causas mecânicas simples e condições inflamatórias, influenciando diretamente no tratamento para eliminar a dor nas costas.

Sinais de alerta que pedem avaliação especializada: confira os principais

Embora nem toda dor de coluna seja grave, alguns sinais exigem atenção imediata e consulta com especialista. A seguir, apresentamos os principais que você deve considerar:

  • Dor persistente, que dura mais de duas semanas mesmo com repouso e cuidados básicos;
  • Dor noturna intensa, que acorda o paciente durante o sono e prejudica o descanso reparador;
  • Perda de força ou sensibilidade em braços ou pernas;
  • Alterações urinárias ou intestinais associadas à dor lombar;
  • Histórico trauma ou infecção que possa estar relacionado ao quadro;
  • Febre, emagrecimento inexplicável ou mal-estar geral junto à dor de coluna.

Identificou algum desses sintomas? Então, procure um médico para dor na coluna o quanto antes, como o ortopedista ou o neurocirurgião. O profissional avaliará o caso e pode solicitar exames para um diagnóstico preciso e indicação do tratamento ideal.

Possibilidades de tratamento para dor na coluna

O tratamento da dor de coluna varia de acordo com a causa desse sintoma. Por isso, não existe apenas um tratamento que se aplica a todos os casos. Geralmente, as principais abordagens são:

Tratamento conservador 

Inclui fisioterapia, fortalecimento muscular, reeducação postural, controle de peso e uso de medicamentos para alívio da dor. Técnicas como alongamentos e exercícios supervisionados podem ajudar a aliviar sintomas de dor na coluna cervical e lombar.

Técnicas minimamente invasivas

As técnicas minimamente invasivas entram em cena quando o tratamento conservador não resolve. Elas são indicadas conforme a causa da dor e perfil do paciente e apresentam mais vantagens que a cirurgia convencional.

O paciente tem recuperação mais rápida e menos riscos com o procedimento minimamente invasivo. Além disso, pode ter alta no mesmo dia e retornar às atividades em menor prazo. Tudo isso com alívio da dor duradouro.

Há várias técnicas minimamente invasivas, como a videoendoscopia da coluna, rizotomia por radiofrequência e descompressão discal a laser, com a possibilidade de realizar o tratamento por convênio médico.

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