Bico de papagaio: por que o problema na coluna aparece depois dos 40?
Anda sentindo dor na coluna? Esse problema é comum, principalmente com o envelhecimento, e pode ser sinal de bico de papagaio, que é mais frequente em pessoas a partir dos 40 anos.
Não conhece essa condição? Neste caso, você está no lugar certo. Aqui, apresentamos detalhes sobre ela, explicando o que é e por que é mais comum depois dos 40. Confira e saiba como tratar com segurança!
O que é o bico de papagaio?
O bico de papagaio, termo popular para osteófito, é um prolongamento ósseo que se forma nas vértebras da coluna. Ele surge com o desgaste natural dos discos intervertebrais, que são estruturas responsáveis por manter a flexibilidade e absorver o impacto entre as vértebras.
A projeção óssea que se forma pode pressionar nervos e causar dor nas costas, limitando a mobilidade e a qualidade de vida. A pessoa passa a ter dificuldade para realizar movimentos simples como se abaixar, virar o pescoço ou levantar da cama, sentindo dor.

Por que é mais comum a partir dos 40?
A resposta é simples: devido ao envelhecimento da coluna. Trata-se de um processo natural, mas que pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa.
Os discos intervertebrais perdem água e elasticidade com o avanço da idade. Eles ficam mais rígidos, frágeis e menos eficientes em absorver impactos. A degeneração discal é o primeiro passo para a formação de osteófitos.
As vértebras ficam mais próximas, gerando atrito e instabilidade. O corpo tenta “consertar” essa situação criando estruturas ósseas nas bordas das vértebras, buscando uma maior estabilidade.
Essas estruturas têm formato que lembra o bico do papagaio. É justamente daí que vem o nome dessa condição. As estruturas pressionam nervos, provocando dor.
Além do envelhecimento natural da coluna, outros fatores podem acelerar esse processo, desencadeando sintomas limitantes de forma precoce:
- Má postura, principalmente em quem trabalha muito tempo sentado ou com o pescoço curvado;
- Sedentarismo, que enfraquece a musculatura de sustentação da coluna;
- Obesidade, que sobrecarrega as articulações;
- Traumas repetitivos comuns em algumas profissões ou esportes;
- Doenças inflamatórias, por exemplo, a artrite e a espondilite anquilosante.
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Sintomas do bico de papagaio
Nem todo bico de papagaio dói, mas quando isso acontece de forma frequente é porque já passou do ponto de ser ignorado. O problema tende a começar com pequenos incômodos nas costas ou no pescoço, que são atribuídos à má postura, cansaço ou ao envelhecimento.
A dor pode se intensificar e se tornar persistente com o tempo. O bico de papagaio pode gerar sintomas específicos, como os que apresentamos a seguir:
- Dor nas costas que pode ser leve, moderada ou intensa, de acordo com o caso;
- Irradiação da dor, atingindo ombros, braços, pernas ou glúteos;
- Formigamento ou dormência nos membros;
- Sensação de fraqueza muscular;
- Rigidez ao se movimentar, principalmente ao acordar;
- Perda de mobilidade.
Os sintomas são mais graves e debilitantes quando o osteófito pressiona a medula ou as raízes nervosas. Por isso, é fundamental procurar ajuda médica aos primeiros sinais de desconforto persistente.
O diagnóstico precoce dessa condição pode evitar sua evolução e a necessidade de intervenções mais complexas, ajudando a manter a saúde da coluna por muito tempo.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do bico de papagaio começa com a avaliação clínica detalhada. O ortopedista ou neurocirurgião faz um levantamento das queixas do paciente, analisa o histórico médico, faz testes de mobilidade e sensibilidade, e identifica padrões de dor.
Depois disso, solicita exames de imagem para verificar o problema com maior precisão. O médico pode pedir radiografia da coluna, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, conforme o caso.
Os exames ajudam a entender a gravidade da condição. Com eles, é possível identificar o local exato das alterações e se há necessidade de intervenção imediata ou mais complexa.
Possíveis tratamentos para bico de papagaio
O tratamento do bico de papagaio depende da intensidade dos sintomas e do grau de comprometimento da coluna. É possível utilizar medidas conservadoras, sem a necessidade de cirurgia, em boa parte dos casos. Normalmente, as opções do paciente são:
1. Medicações
O profissional responsável pelo caso pode prescrever medicações para alívio da dor e da inflamação. Em casos mais simples e de diagnóstico precoce, os remédios são bastante eficientes.
Mas atenção: evite a automedicação, porque é perigosa! Consulte um ortopedista ou neurocirurgião para ter um diagnóstico preciso e a indicação da medicação adequada.
2. Fisioterapia
A fisioterapia trata e previne o bico de papagaio. Ela contribui para a manutenção do movimento, reduzindo a dor nas costas e outros desconfortos. Além disso, pode fortalecer a região da coluna, evitando que a dor volte.
3. Exercícios
A prática de exercícios é uma forma de amenizar significativamente os sintomas e de prevenir que o bico de papagaio apareça. Eles fortalecem a musculatura das costas, que dá suporte à coluna, evitando a condição. Ótimos exemplos são o pilates e a musculação.
4. Técnicas minimamente invasivas
Nos casos em que o tratamento conservador não apresenta resultados satisfatórios, é possível recorrer às técnicas minimamente invasivas. Essas abordagens tratam a causa da dor com cortes mínimos, menos riscos ao paciente e uma recuperação muito mais rápida.
Há várias técnicas menos invasivas e o ortopedista ou neurocirurgião responsável pelo caso é capaz de indicar a mais eficaz para o paciente, considerando as especificidades do caso.
Uma das opções é o bloqueio da dor na coluna, que é um procedimento minimamente invasivo eficaz para quem tem dor limitante e perda da qualidade de vida. Consiste na aplicação de medicamentos diretamente no local do problema, eliminando ou aliviando o sintoma de maneira expressiva.
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Para isso, encaminhamos o paciente a um médico para dor nas costas. Se houver necessidade de tratamento por técnica menos invasiva, atuamos na parte burocrática de liberação do procedimento junto ao plano de saúde. Conte com nosso apoio para viver sem dor!
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